quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pensamento do Louco!




De são e de louco todos temos um pouco, com certeza já ouviram esta experssão, mas suponho quenão é levado com a devida seriedade. Ali estava eu sentado, refletia os meus crimes, pensei, eunão estou louco, pois apenas quem não sabe que está louco é que o está, qyem se julga louco é porque não o é.
Dei-lhe um pontapé, dei-lhe um pontapé, penso agora que não tenho remorsos, nem eu nem todos os outros. Fizemos um favor à sociedade, aquelas pessoas não mereciam viver, “Eram pedantes, não acreditavam se não na sua satisfação”. Disseram, foi um momento de loucura, mas que é essa coisa expantosa, loucura, apenas um ponto de vista! Homens vestidos a rigor a avaliarem-me a mim, a mim, como um louco. Loucos são eles pois têm aquela papelada e aquele constrangimento social, “são bichos”, bichos infelizes. Eu, “eu pairo acima da estupidez humana”, sou feliz, sou único, SOU LOUCO!
(Reflexão sobre o teatro escolar da Escola secundária Miguel Torga)


Feito por: Henrique, O Figueiredo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Queres ser político? Sabes dançar?


Bem, eu não sou político e sinceramente não entendo grande coisa de política mas fiquei esclarecido sobre ela e quero iniciá-la. Por isso já me inscrevi na academia de dança para aprender o tango.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em frente É o caminho!

Cansado! Sim estou cansado. Penso em desistir. Desistir de tudo, mas sei que não posso, sei que o caminho faz-se caminhando e não desistindo. Por isso sim estou cansado mas "há qualquer coisa em mim que me faz querer" e me obriga a caminhar sorrindo para o mundo.
Serei capaz?
SIM!
Eu acredito que sim !!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Veio contra mim, juro!



Embora tenha muito que vos contar ou comentar sobre os últimos acontecimentos que se têm passado na minha humilde existência terrena hoje irei escrever sobre um acontecimento caricato que se passou com um colega meu que, como é de esperar, não revelarei o seu nome. Por isso iremos trata-lo como “o homem do povo”. Esta história é de facto caricata porem, dá para pensar…

Como o título diz ”veio contra mim, juro”, esta expressão foi a mais ouvida numa bela manha em que “o homem do povo” veio com um penso para a escola que tapava uma cicatriz. Como é lógico toda a gente, preocupada, lhe perguntou que se tinha passado ao que ele responde, um poste VEIO contra mim, por entre as demais explicações que estava a dar ia dizendo “veio contra mim, juro” claro está que ninguém, ou pouca gente, acreditava e os que acreditavam ironizavam a caricata situação.

Não faço a mínima ideia se acreditas realmente nesta historia mas é mesmo verídica, passou-se uma bela tarde com um rapaz pacato que teve a infelicidade de lhe vir um poste parar à testa fazendo o mais famoso sinal de dividir (feito numa testa, claro está).

Mas a verdadeira e derradeira pergunta é:

Será que, todos os dias, não vêm postes contra nós que fazem os famosos sinais de dividir?

domingo, 16 de maio de 2010

Isolamento, o Porquê!


O porquê é simples, é um porquê, só, triste! Mas algo tem que acontecer quando o mundo manda de sua sentença. Pois embora o isolamento seja na maior parte dos casos mau também tem algo de bom. Sim tudo na vida tem algo de bom. Existem reflexões que só com ele podemos fazer, teorias que apenas ele sabe, leis que ele quebra, estados de alma que ele sente e consente, derrotas que ele não deitará em cara.

Por isso digo:

Sim, estou em isolamento!

Assumo isso não de uma forma leviana e muito menos de uma forma fanfarrona. Assumo-o numa tentativa desesperada de manter aceso um dos mais nobres e exultantes sentimentos, a amizade, só por isso estou assim. Pois é um dos poucos sentimentos gloriosos que tem o mérito de tal acto meu.

Enfim, desculpai-me se erro mas apenas erro porque errar é humano.

*Espero ter podido ajudado.

Na Noite Terrível

Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ...

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,

Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

O isolamento!


Creio que ninguém gosta de se isolar do mundo, até porque isolar-se no seu mundo quase sempre traz algo de mau.

Mas não consigo, tentei, não consigo!

A terra tremeu e das suas profundezas vem a memória imortal da sua génese, lava sobe, sismos sentem-se, rios evaporam, mares salinam-se, florestas choram, flores dão o ultimo grito apocalíptico, manadas inteiras desaparecem por entre a névoa escura, seres enlouquecem num surdo suspiro ensurdecedor dizimam-se, cidades convertem-se à escuridão e prostram-se perante o inferno, o caos caótico volta com mais força do que nunca, furibundo, ninguém o detém, ninguém sabe em que direcção, sentido ou intensidade vai, sabem só e apenas só sabem que, este fim apocalíptico, recai sempre mas sempre ou sobre o seu mundo ou sobre o mesmo aglomerado de moléculas. Que, erro a trás de erro, vem incitando, mesmo que involuntariamente, as primogénitas memórias horrendas, infames, inglórias, dolorosas, amargas, tormentosas que nada lhe trazem de bom.

Errou, pensais vós, concordo! Mas será assim tão grande e tremendo o tamanho de seu erro para sofrer isto tudo? Se apenas foi o que a desmesurada ambição quis (ter no seio do seu canteiro mais que apenas uma flor).Errou, visiona um fim incompreendido, um fim triste, um fim com final à vista porem sem perder a esperança e numa tentativa cega de honrada derrota isola-se. Sim, isola-se para que o fim não torne de onde veio, será bom? Não poderei responder: será. É o que apenas sei.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Estou Cansado



Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.

De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

BASTA!

Estou cansado! BASTA!

Olho à minha volta e vejo um mundo. Um mundo que anda à deriva, um mundo perdido pelas ruas da amargura, um mundo vagabundo, um mundo triste, um mundo desorientado, um mundo carente, um mundo imenso e escuro, um mundo que está descarrilando dia a pós dia num surdo e ensurdecedor silêncio de desastre. E, é a todo este mundo que temos de dizer basta. Com convicção. Temos de mudar o rumo, criticar, não calar, agir!BASTA!

“Age como se a máxima de tua acção devesse tornar-se lei universal”

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Poema

Tédio
Sobre minh'alma, como sobre um trono,Senhor brutal, pesa o aborrecimento.Como tardas em vir, último outono,Lançar-me as folhas últimas ao vento!

Oh! dormir no silêncio e no abandono,
Só, sem um sonho, sem um pensamento,
E, no letargo do aniquilamento,
Ter, ó pedra, a quietude do teu sono!

Oh! deixar de sonhar o que não vejo!
Ter o sangue gelado, e a carne fria!
E, de uma luz crepuscular velada,

Deixar a alma dormir sem um desejo,
Ampla, fúnebre, lúgubre, vazia
Como uma catedral abandonada!...

Olavo Bilac, in "Poesias"

Que Tédio!!


Tédio, todos nós já sentimos mais ou menos vezes, mais ou menos tempo, com mais ou menos força esse inglório sentimento, mas o facto é que já o sentimos e por isso sabemos o que é porem ninguém o consegue verbalizar ou escrever.

O facto é que, como devem ter reparado, foi me pedido para escrever sobre tédio. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi “mas que tédio” (passo a redundância), perguntei sobre que tipo de tédio e disseram-me:

-“Tédio de tudo o que fazes ser aborrecido, monótono, etc.

TÉDIO…”

Perante tal situação pensei e reparei no meu segundo post que falava naqueles seres que vagueiam as ruas à procura de ser o que finge ser e conclui que esses aglomerados de moléculas sofrem quase todos do mesmo. A vida deles É um Tédio! Ainda não reparaste? Então repara, tudo o que eles fazem, obedece a uma surda e enlouquecida monotonia que faz com que eles não tenham nada para dizer da vida, mas porquê? Porquê Eles?

A estas questões a reposta é mais simples e recai sobre o que é que nós/eles querem(os) para a vida e como são poucos aqueles que conseguem passar do querer para dar esse sentido, isso reflecte-se nesse tal tédio.


Por isso não adianta tentares entender o tédio tenta (e conseguirás) entender o porquê do tédio e dá uma orientação, mesmo que pequena, à vida e ele desaparecerá.

domingo, 9 de maio de 2010

Que sentido pode ter??


Qual o sentido para a vida?

Esta é a verdadeira e derradeira pergunta que todos somos chamados, mais cedo ou mais tarde, a responder. A resposta pode nem ser aquela que o resto do mudo*(mundo)quer mas tem de ser dada. Temos que responder com convicção mesmo que não a tenhamos. Temos de decidir e mudar (ou não) a nossa vida. Eu sei que é mais fácil escrever do que faze-lo e que estás a pensar que sou um tretas que não sai da teoria, mas PORRA é verdade! Para dar esta resposta temos que ser NÓS, e apenas NÓS, a pensar e não os outros, a resposta deve ser sempre no sentido da felicidade (sei que é lamechas mas é verdade) e não no sentido de sermos o que não queremos ser mas que é mais fácil ser.

Por isso para mim a questão central não é esta, é:


Serei capaz de dar esse sentido à vida??


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sê Grande

Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou excluiu.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis, Poesia ,Assírio e Alvim Editores

O hoje, HOJE??

Vou confessar-vos que eu não acho que tenhamos de ser mais um daqueles seres que vagueiam as ruas à procura de ser o que finge ser. E que vivem na profunda imensidão ou do obscuro ou da tristeza ou do imaginário ou até mesmo do show off. Sei o quanto é complicado numa monótona e individualista sociedade, como a nossa, não sermos um cidadão de numero “xpto” e de sermos O cidadão O jovem O amigo O namorado O ser que É.

Passado este pequeno grande aparte (no qual eu me auto-critico) vamos lá tentar ver se o meu hoje foi hoje (devo confessar que este tema não é dos meus predilectos pois sempre que reflicto sobre ele normalmente não tiro conclusões conclusivas mas sim “espelhos” do estado de alma que tenho no momento).

Hoje, sinto-me um autentico animal que, por causa incerta, não consegue se quer falar, dizer, conversar, soletrar uma frase magica que trago no meu “espírito” á espera da coragem que tarda em chegar e que sempre que parece que vem mesmo que ainda longe foge-me entre as profundezas do ser. Para vos ser franco não sei bem o porquê, se é que ele existe, e muito menos estou, neste momento, interessado nas opiniões dos outros só sei que É o melhor para mim e não posso ficar impotente à espera que esse melhor se fumegue como o velho fumo numa noite de Inverno numa aldeia transmontana, claro, faz. Por isso hoje estou decidido! A coragem tem de aparecer! (venha ela de onde e como vier, de TGV ou avião quer pare na do Oriente ou no deserto).