
Creio que ninguém gosta de se isolar do mundo, até porque isolar-se no seu mundo quase sempre traz algo de mau.
Mas não consigo, tentei, não consigo!
A terra tremeu e das suas profundezas vem a memória imortal da sua génese, lava sobe, sismos sentem-se, rios evaporam, mares salinam-se, florestas choram, flores dão o ultimo grito apocalíptico, manadas inteiras desaparecem por entre a névoa escura, seres enlouquecem num surdo suspiro ensurdecedor dizimam-se, cidades convertem-se à escuridão e prostram-se perante o inferno, o caos caótico volta com mais força do que nunca, furibundo, ninguém o detém, ninguém sabe em que direcção, sentido ou intensidade vai, sabem só e apenas só sabem que, este fim apocalíptico, recai sempre mas sempre ou sobre o seu mundo ou sobre o mesmo aglomerado de moléculas. Que, erro a trás de erro, vem incitando, mesmo que involuntariamente, as primogénitas memórias horrendas, infames, inglórias, dolorosas, amargas, tormentosas que nada lhe trazem de bom.
Errou, pensais vós, concordo! Mas será assim tão grande e tremendo o tamanho de seu erro para sofrer isto tudo? Se apenas foi o que a desmesurada ambição quis (ter no seio do seu canteiro mais que apenas uma flor).Errou, visiona um fim incompreendido, um fim triste, um fim com final à vista porem sem perder a esperança e numa tentativa cega de honrada derrota isola-se. Sim, isola-se para que o fim não torne de onde veio, será bom? Não poderei responder: será. É o que apenas sei.