terça-feira, 3 de agosto de 2010

A menina que de mim voou



Tiraste o tédio e a tristesa de mim,
Apenas para esta criatura de sete cabeças,
O amor,
Odiava-te senão te amasse,
Agitaste a minha vida,
Deste lhe um toque de sensibilidade,
Um toque de poesia,
Um toque de lucidez,
E tres toques de insensatez.

Escrevo os meus sentimentos,
Sem uma pinga de talento,
Liberto os meus pensamentos,
Apenas para os levar o vento...

Odeiar  e amar,
Paradoxo fatal,
 Um dia vejo te calma como o mar,
Noutro és dura e crua como o sal...
Desfaleço com a tua beleza
Para o teu amor estou sem defesa.

Duvido que teu corpo seja humano,
Duvido que me ames,
Duvido que  continue sano,
Duvido que algum dia me chames...

Fico na solídão,
Enrodilhado em sentimentos,
De desespero e é tudo em vão!!
Não suporto esta dor;
Porquê este amor???

Quero te ter!
Quero morrer,
Quero tentar!
Quero te beijar!
Mas não consigo...
Sei que não ficas comigo...

Quero um final para esta triste história,
Mas assim acabou,
Fiquei sem glória,
Estou triste e já não sei quem sou...
Apenas me resta a memória
Da menina que de mim voou.



Henrique, o Figueiredo
*o conviva;)

5 comentários:

  1. Muito bom, mesmo. Adorei
    :D

    ResponderEliminar
  2. sim, Vanda o Henrique de facto desta vez superou as expectativas :)

    ResponderEliminar
  3. tbm pode ser isso, mas no que toca à poesia para ele é como se estivesse em "casa" :D tem mesmo jeito para isto. E tu tbm :)

    ResponderEliminar
  4. é uma forma de exprimir o que te vai por aí a dentro :D hehe

    ResponderEliminar